No jornal "Boa Nova" de 29 de setembro de 2011, na seção "MOMENTOS, ESPAÇOS E PESSOAS" (última página) vem o resultado de uma entrevista que dei à jornalista Mirla Ferreira Rodrigues.
Aqui fica a imagem para quem está longe
sábado, 1 de outubro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Hoje e Amanhã: Freguesia da Sanguinheira festeja 25 anos (vídeos)
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domingo, 31 de julho de 2011
Hoje e Amanhã: Verão de Criminosos
O Verão chegou e os mesmos problemas de sempre também permanecem.
Ontem, junto à Sanguinheira de Baixo, no caminho que vai da Gesteira (Madalenas) para a Sanguinheira de Baixo, uma alma criminosa ateou 2 fogos. Já o primeiro (das imagens) lavrava num monte de lenha de um pinhal recém cortado e começava a atear-se ao pinhal vizinho, quando se avistou outra coluna de fuma a uns 300 metros dali. A alma criminosa não deveria estar muito longe, mas tanto quanto sei não foi vista, apesar de alguém ter logo corrido na direção do segundo foco de incêndio.
Felizmente, a pronta atuação da população que por ali passava e a chamada dos bombeiros evitou logo males maiores.
Ainda apanhei um escaldão ao tentar evitar que o fogo se espalhasse para o pinhal vizinho, com ramos de acácia e atirando areia para cima da frente de fogo.
Quem comete estes atos criminosos deveria ser privado dos seus direitos de liberdade por largos anos!
Ontem, junto à Sanguinheira de Baixo, no caminho que vai da Gesteira (Madalenas) para a Sanguinheira de Baixo, uma alma criminosa ateou 2 fogos. Já o primeiro (das imagens) lavrava num monte de lenha de um pinhal recém cortado e começava a atear-se ao pinhal vizinho, quando se avistou outra coluna de fuma a uns 300 metros dali. A alma criminosa não deveria estar muito longe, mas tanto quanto sei não foi vista, apesar de alguém ter logo corrido na direção do segundo foco de incêndio.
Felizmente, a pronta atuação da população que por ali passava e a chamada dos bombeiros evitou logo males maiores.
Ainda apanhei um escaldão ao tentar evitar que o fogo se espalhasse para o pinhal vizinho, com ramos de acácia e atirando areia para cima da frente de fogo.
Quem comete estes atos criminosos deveria ser privado dos seus direitos de liberdade por largos anos!
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sábado, 16 de julho de 2011
Cultura: Bruxas e Lobisomens
Antes dos anos 50 (chegada da electricidade pública à Gesteira), tempo muito diferente do nosso pois vivia-se muito "na escuridão", as distâncias eram bem maiores, a solidão tinha outro significado, passava-se mais tempo à lareira, não havia televisão, havia apenas 2 ou 3 aparelhos de rádio na freguesia de Cadima, e telefones, internet, telemóveis, ou não se sabia bem o que era, ou nem se imaginava o que poderiam vir a ser!
Mas havia histórias deliciosas que passavam de pais para filhos, verdadeiras ou não, simples crenças ou factos? Não me cabe a mim fazer esse julgamento, mas todos nós temos um pouco dessas histórias "românticas" na nossa infância, na nossa cultura, nas nossas crenças, nos nossos receios.
Lembro-me ainda de ruas pouco iluminadas, em noites muito escuras, em que sair á noite era um martírio, sobretudo se a lua estivesse escondida algures por ter medo de alguma coisa que eu não sabia e que eu temia. Era nessas noites que eu recordava as histórias de bruxas, lobisomens e almas penadas. Qualquer ruído, qualquer calafrio trazia logo à imaginação a possibilidade de me cruzar com um lobisomen, ou de ser raptado por alguma bruxa voando na sua vassoura e com poderes para passar pelo buraco da fechadura.
Em plena década de cinquenta e, na aldeia, sem a luz eléctrica, as noites de lua cheia, deveriam ser as "melhores" alturas para alimentar estes personagens. Deveria ser arrepiante para as almas mais fracas e mais sensíveis.
As pessoas tinham medo do escuro, do envolvimento dos pinheiros, da suas própria sombra que por vezes pareceria estar viva e deslocar-se. Quantas vezes terão corrido no escuro a fugir da sua sombra... Que se transformava em monstros que pediam emprestada a sua voz aos pássaros nocturnos e aos ruídos que vinham das moitas e dos pinhais, tornando-os (aos monstros) muito mais reais.
Ora as bruxas que tinham pactos com o Diabo (vá de retro Satanás), que sacrificavam animais, que domavam os lobos, que voavam sentadas no cabo das vasssouras de giesta, que perseguiam as crianças, que entravam pelo buraco da fechadura para fazer maldades ou levar as crianças -supostamente para as iniciar, junto de um agrupamento no meio de um pinhal, à volta de uma fogueira-, podem apenas ter o objectivo de obrigar as crianças a não falar com estranhos, evitar sair da estrada a caminho de casa, ou dormir bem aconchegados para não apanharem frio, e obrigar a outros comportamentos. Mas já dizem os nossos vizinhos espanhóis: "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!"
Essa era outra altura ideal para se falar de bruxas (salvo seja...), daquelas que se deslocavam montadas no cabo de uma vassoura mágica, faziam poções maléficas, envenenavam as pessoas ou as transformavam em sapos. A Benfeita era fértil em sapos gordos, enormes, nojentos... "almas penadas" que quase nos perseguiam, aos saltos, quando à noite fugíamos para o areal.
Por outro lado, os lobisomens eram pessoas normais durante o dia, nossos vizinhos, amigos, familiares até, mas que tinham um feitiço, sendo condenados a percorrer sete vilas encasteladas em noite de lua cheia entre a meia-noite e o amanhecer, sendo meio-homens, meio-lobo ou meio-cavalo ou meio-outro animal qualquer, no qual se transformavam à meia-noite. Ora, na nossa Gândara os lobisomens não teriam muito sucesso, porque percorrer sete vilas encasteladas, estando o único castelo da Gândara em Montemor-o-Velho, teriam de percorrer quase todo o distrito de Coimbra...
Outra história curiosa da qual me recordo é da "mulher do mel". Até há algumas décadas atrás a nossa região sofria de uma extrema pobreza, o que levou à saída de muitas pessoas para o estrangeiro. Os que por cá ficaram continuavam o seu árduo trabalho para ganhar o pão de cada dia, nem sempre muito, nem sempre abundante. Quando as mães levavam as crianças para a lavoura, levavam geralmente um pouco de pão ou broa, e algumas vezes uma peça de fruta. Quando a fome apertava, davam o pão ou a broa às crianças e diziam-lhe que a mulher do mel estaria para passar por lá, trazendo mel para colocar no pão. As crianças ficavam esperando, com a esperança da passagem da mulher do mel, e como o tempo passava, e a mulher do mel nunca chegava, acabariam por comer o pão ou a broa e assim "matar a fome".
Hoje, as bruxas e os lobisomens têm outros nomes, são outras coisas, aparecem noutras situações, são os sinais dos tempos.
Crenças, Rezas e Benzeduras
Até há bem pouco tempo as pessoas acreditavam que as rezas e as orações as podiam proteger dos mais diversos males. Algumas dessas crenças que nos moldaram:
As orações, rezas ou benzeduras, eram as soluções o tratamento de muitos problemas que afectavam os nossos antepassados.
Actualmente, ainda há quem acredite na força das benzeduras e orações, defumadouros e outros tratamentos para resolverem os seus problemas. O mais comum na nossa aldeia era sem dúvida o mau olhado. Havia a crença de que a maioria das pessoas colocavam o maiu olhado sem o querer, simplesmente tinham um olhar muito forte, outros era por inveja ou por maldade mesmo.
Mau Olhado
O mau olhado (quebranto) podia ser lançado sobre um pessoa apenas com um olhar algumas vezes de forma inconsciente, mas quase sempre por inveja ou por maldade. Este causava cansaço, sono, e sobretudo dores de cabeça. O efeito só desapareceria depois de muito descanso ou de rezas.
Oração (para tirar o quebranto)
Usar um prato com água onde se coloca uma pinga de azeite após cada reza (feita sempre em número ímpar). Se esta não se espalhar na água é porque a pessoa mencionada não tem quebranto, se se espalhar é necessário fazer (em número ímpar) a reza até sete vezes para controlar a dispersão do azeite até desaparecer (se possível) ou passarem as dores da pessoa.
A reza tem muitas variações, mas a da nossa região é mais ou menos assim:
Mas havia histórias deliciosas que passavam de pais para filhos, verdadeiras ou não, simples crenças ou factos? Não me cabe a mim fazer esse julgamento, mas todos nós temos um pouco dessas histórias "românticas" na nossa infância, na nossa cultura, nas nossas crenças, nos nossos receios.
Lembro-me ainda de ruas pouco iluminadas, em noites muito escuras, em que sair á noite era um martírio, sobretudo se a lua estivesse escondida algures por ter medo de alguma coisa que eu não sabia e que eu temia. Era nessas noites que eu recordava as histórias de bruxas, lobisomens e almas penadas. Qualquer ruído, qualquer calafrio trazia logo à imaginação a possibilidade de me cruzar com um lobisomen, ou de ser raptado por alguma bruxa voando na sua vassoura e com poderes para passar pelo buraco da fechadura.
Em plena década de cinquenta e, na aldeia, sem a luz eléctrica, as noites de lua cheia, deveriam ser as "melhores" alturas para alimentar estes personagens. Deveria ser arrepiante para as almas mais fracas e mais sensíveis.
As pessoas tinham medo do escuro, do envolvimento dos pinheiros, da suas própria sombra que por vezes pareceria estar viva e deslocar-se. Quantas vezes terão corrido no escuro a fugir da sua sombra... Que se transformava em monstros que pediam emprestada a sua voz aos pássaros nocturnos e aos ruídos que vinham das moitas e dos pinhais, tornando-os (aos monstros) muito mais reais.
Ora as bruxas que tinham pactos com o Diabo (vá de retro Satanás), que sacrificavam animais, que domavam os lobos, que voavam sentadas no cabo das vasssouras de giesta, que perseguiam as crianças, que entravam pelo buraco da fechadura para fazer maldades ou levar as crianças -supostamente para as iniciar, junto de um agrupamento no meio de um pinhal, à volta de uma fogueira-, podem apenas ter o objectivo de obrigar as crianças a não falar com estranhos, evitar sair da estrada a caminho de casa, ou dormir bem aconchegados para não apanharem frio, e obrigar a outros comportamentos. Mas já dizem os nossos vizinhos espanhóis: "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!"
Essa era outra altura ideal para se falar de bruxas (salvo seja...), daquelas que se deslocavam montadas no cabo de uma vassoura mágica, faziam poções maléficas, envenenavam as pessoas ou as transformavam em sapos. A Benfeita era fértil em sapos gordos, enormes, nojentos... "almas penadas" que quase nos perseguiam, aos saltos, quando à noite fugíamos para o areal.
Por outro lado, os lobisomens eram pessoas normais durante o dia, nossos vizinhos, amigos, familiares até, mas que tinham um feitiço, sendo condenados a percorrer sete vilas encasteladas em noite de lua cheia entre a meia-noite e o amanhecer, sendo meio-homens, meio-lobo ou meio-cavalo ou meio-outro animal qualquer, no qual se transformavam à meia-noite. Ora, na nossa Gândara os lobisomens não teriam muito sucesso, porque percorrer sete vilas encasteladas, estando o único castelo da Gândara em Montemor-o-Velho, teriam de percorrer quase todo o distrito de Coimbra...
Outra história curiosa da qual me recordo é da "mulher do mel". Até há algumas décadas atrás a nossa região sofria de uma extrema pobreza, o que levou à saída de muitas pessoas para o estrangeiro. Os que por cá ficaram continuavam o seu árduo trabalho para ganhar o pão de cada dia, nem sempre muito, nem sempre abundante. Quando as mães levavam as crianças para a lavoura, levavam geralmente um pouco de pão ou broa, e algumas vezes uma peça de fruta. Quando a fome apertava, davam o pão ou a broa às crianças e diziam-lhe que a mulher do mel estaria para passar por lá, trazendo mel para colocar no pão. As crianças ficavam esperando, com a esperança da passagem da mulher do mel, e como o tempo passava, e a mulher do mel nunca chegava, acabariam por comer o pão ou a broa e assim "matar a fome".
Hoje, as bruxas e os lobisomens têm outros nomes, são outras coisas, aparecem noutras situações, são os sinais dos tempos.
Crenças, Rezas e Benzeduras
Até há bem pouco tempo as pessoas acreditavam que as rezas e as orações as podiam proteger dos mais diversos males. Algumas dessas crenças que nos moldaram:
- bruxas, geralmente pessoas solitárias e antipáticas, que só querem o mal dos outros, voavam no cabo de vassouras e queriam levar os meninos;
- lobisomens, que era o nome dado a uma criatura que em noites de lua cheia se transformava em lobo ou outro animal e vagueava à procura de alguém que pudesse atacar, tendo de visitar sete vilas encasteladas entre a meia-noite e o amanhecer. Por essa razão se dizia que não era aconselhável sair nessas noites;
- passar debaixo de uma escada, traz má sorte, passar de novo, elimina a maldição;
- gatos pretos;
- quebrar um espelho, dava sete anos de azar;
- olhar-se ao espelho à meia-noite em ponto, poderia ver-se o diabo (e nós eramos uns diabinhos);
- trabalhar aos Domingos, para além de ser pecado, está gravado na lua, o homem que trabalhou ao Domingo ainda por lá anda e se consegue ver a partir da terra nas noites de lua cheia;
- se tiverem mais histórias/crenças envim-me que as publicarei aqui.
As orações, rezas ou benzeduras, eram as soluções o tratamento de muitos problemas que afectavam os nossos antepassados.
Actualmente, ainda há quem acredite na força das benzeduras e orações, defumadouros e outros tratamentos para resolverem os seus problemas. O mais comum na nossa aldeia era sem dúvida o mau olhado. Havia a crença de que a maioria das pessoas colocavam o maiu olhado sem o querer, simplesmente tinham um olhar muito forte, outros era por inveja ou por maldade mesmo.
Mau Olhado
O mau olhado (quebranto) podia ser lançado sobre um pessoa apenas com um olhar algumas vezes de forma inconsciente, mas quase sempre por inveja ou por maldade. Este causava cansaço, sono, e sobretudo dores de cabeça. O efeito só desapareceria depois de muito descanso ou de rezas.
Oração (para tirar o quebranto)
Usar um prato com água onde se coloca uma pinga de azeite após cada reza (feita sempre em número ímpar). Se esta não se espalhar na água é porque a pessoa mencionada não tem quebranto, se se espalhar é necessário fazer (em número ímpar) a reza até sete vezes para controlar a dispersão do azeite até desaparecer (se possível) ou passarem as dores da pessoa.
A reza tem muitas variações, mas a da nossa região é mais ou menos assim:
(Benzendo-se) Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
[Nome da pessoa] tu tens quebranto, dois te puseram, três te hão-de tirar. De onde este mal veio para lá torne a voltar em nome das três pessoas da Santíssima Trindade que é (benzendo-se) o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Ámen.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Hoje e Amanhã: Freguesia da Sanguinheira festeja 25 anos (fotos)
Terminaram ontem os festejos do 25º Aniversário da elevação da Sanguinheira a freguesia. Para os que estão longe (e são muitos), e não puderam comparecer, aqui ficam algumas fotos das actividades do dia 3 de Julho. Para ver as fotos em tamanho normal basta clicar nelas.
A peça de teatro com alguns artistas da Gesteira, que animou o público no fresco da noite.
A actuação da fadista Gesteirense Suzi Silva, acompanhada à Guitarra Escouralense (ou Portuguesa) pelo mestre Manel Ribeiro, e à viola pelo Padre João Paulo Vaz.
E a actuação do Rancho Folclórico da Sanguinheira.
A peça de teatro com alguns artistas da Gesteira, que animou o público no fresco da noite.
A actuação da fadista Gesteirense Suzi Silva, acompanhada à Guitarra Escouralense (ou Portuguesa) pelo mestre Manel Ribeiro, e à viola pelo Padre João Paulo Vaz.
E a actuação do Rancho Folclórico da Sanguinheira.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
Hoje e Amanhã: Freguesia da Sanguinheira festeja 25 anos
A Sanguinheira obteve o estatuto de freguesia a 3 de Julho de 1986, segregando-se então da freguesia de Cadima. O Decreto-Lei de 19 de Agosto de 1986 foi publicado no Diário da República e confirmou a Sanguinheira como nova freguesia.
Para assinalar o 25.º aniversário de elevação da Sanguinheira a freguesia, irão realizar-se diversas actividades e cerimónias de 3 a 10 de Julho:
No recinto da festa funcionarão tasquinhas e quermesse com a colaboração do Centro Social Recreio e Cultural da Sanguinheira, a Associação de Moradores das Pedras Ásperas e a Associação de Moradores dos Carreiros.
Parabéns a toda a freguesia da Sanguinheira!
Para assinalar o 25.º aniversário de elevação da Sanguinheira a freguesia, irão realizar-se diversas actividades e cerimónias de 3 a 10 de Julho:
- 3/Jul, domingo, às 10H25, há eucaristia dominical, seguida, às 11H30, de romagem ao cemitério. A partir das 12H15 está agendada uma sessão solene no salão nobre da junta de freguesia para homenagear algumas figuras importantes da freguesia. Às 20H00 inicia-se a noite de variedades com artistas da freguesia, nomeadamente a Escola de Música do Centro Social de Recreio e Cultural da Sanguinheira, a Associação de Moradores das Pedras Ásperas e a fadista Suzi Silva (que por acaso é minha irmã) da Gesteira, acompanhada pelo mestre Ribeiro e pelo padre João Paulo Vaz.
- 7/Jul, quinta-feira, às 22H00, baile com a teclista Anabela de Pombal.
- 8/Jul, sexta-feira, às 23H00, baile com o Duo Tó Mané de Pombal.
- 9/Jul, sábado, às 22H00, terá lugar o XX Festival de Folclore com organização do Grupo Folclórico da Sanguinheira, seguido, às 24H00, por desgarradas ao som de concertinas de Tiago Neto, Paulo Fragoso e a sua banda Lousã.
- 10/Jul, domingo, continuação do festival de folclore, seguido de animação com o karaoke “Pancinhas”.
No recinto da festa funcionarão tasquinhas e quermesse com a colaboração do Centro Social Recreio e Cultural da Sanguinheira, a Associação de Moradores das Pedras Ásperas e a Associação de Moradores dos Carreiros.
Parabéns a toda a freguesia da Sanguinheira!
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Hoje e Amanhã: Sons de primavera na Gesteira
Sons de primavera na Gesteira, gravado no dia 23 de Maio de 2011.
Spring sounds from Gesteira, registered on March 23rd, 2011.
Spring sounds from Gesteira, registered on March 23rd, 2011.
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domingo, 15 de maio de 2011
Baú da Gesteira: Os primeiros 100 anos trentinos da Gesteira
Resumo de 100 anos de registos paroquiais de baptismo relativos à Gesteira. [1573-1673]
Primeiro registo de baptismo conhecido de pais residentes na Gesteira (ou Giesteira, na altura): 12 de Julho de 1626.
Total de crianças baptizadas durante o período de 1573 a 1673 de pais residentes na Gesteira: 28 (total de 2255 baptizados no couto de Cadima).
Durante esse período de 100 anos foram identificadas 84 referências ao lugar da Gesteira, sobretudo como local de residência/naturalidade dos pais dos baptizados, mas também como padrinhos desses e doutras crianças do couto.
A tabela seguinte apresenta os residentes na Gesteira, durante o período de 1573 a 1673 que foram padrinhos de crianças do couto de Cadima. O número de ocorrências apresenta uma maneira de avaliar quem eram as pessoas e famílias mais importantes na Gesteira naqueles 100 anos, por serem mais requisitados para padrinhos e madrinhas (obviamente também por serem familiares e/ou vizinhos), assim podemos distinguir as famílias Romião, Faim, Nicolau e Gomes.
No que diz respeito ao lugar de origem de crianças onde foram padrinhos residentes da Gesteira, esta deverá ser confrontada com a população existente nos diversos lugares do couto, mas também a distância desses lugares para a Gesteira.
Assim sendo, residentes da Gesteira, aparecem como padrinhos mais frequentes na própria Gesteira e na vizinha Sanguinheira.
Os padrinhos das crianças baptizadas na Gesteira durante aquele período eram moradores nas seguintes aldeias.
As famílias que existiam na Gesteira, e que baptizaram crianças entre 1626 a 1673 são as seguintes:
Para além destas famílias existiam pelo menos as famílias também mencionadas na tabela dos padrinhos originários da Gesteira (ver acima). Num período de cerca de 50 anos houve mais de 20 famílias na Gesteira, e isto numa altura embrionária da aldeia.
(Investigação a ser continuada quando o tempo o permitir)
Primeiro registo de baptismo conhecido de pais residentes na Gesteira (ou Giesteira, na altura): 12 de Julho de 1626.
Total de crianças baptizadas durante o período de 1573 a 1673 de pais residentes na Gesteira: 28 (total de 2255 baptizados no couto de Cadima).
| crianças do sexo masculino | crianças do sexo feminino | ilegíveis |
|---|---|---|
| 9 | 19 | 0 |
Durante esse período de 100 anos foram identificadas 84 referências ao lugar da Gesteira, sobretudo como local de residência/naturalidade dos pais dos baptizados, mas também como padrinhos desses e doutras crianças do couto.
A tabela seguinte apresenta os residentes na Gesteira, durante o período de 1573 a 1673 que foram padrinhos de crianças do couto de Cadima. O número de ocorrências apresenta uma maneira de avaliar quem eram as pessoas e famílias mais importantes na Gesteira naqueles 100 anos, por serem mais requisitados para padrinhos e madrinhas (obviamente também por serem familiares e/ou vizinhos), assim podemos distinguir as famílias Romião, Faim, Nicolau e Gomes.
Os padrinhos das crianças baptizadas na Gesteira durante aquele período eram moradores nas seguintes aldeias.
As famílias que existiam na Gesteira, e que baptizaram crianças entre 1626 a 1673 são as seguintes:
Para além destas famílias existiam pelo menos as famílias também mencionadas na tabela dos padrinhos originários da Gesteira (ver acima). Num período de cerca de 50 anos houve mais de 20 famílias na Gesteira, e isto numa altura embrionária da aldeia.
(Investigação a ser continuada quando o tempo o permitir)
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sábado, 16 de abril de 2011
Baú da Gesteira: Curiosidades da nossa região
Esta curiosidade é sobre um antigo habitante do lugar do Rodelo, na freguesia de Cadima.
Na página 356 da Revista Universal Lisbonense - Tomo II do ano de 1842-1843 está descrita a seguinte notícia.
Transcrição:
"1520 No logar de Rodèllo, concelho de Cadima, comarca de Cantanhede - nos escreve o nosso amigo, o Sr. gonçalo Tello de Magalhães Collaço - ha um lavrador, chamado João Monteiro, de 103 annos de edade, que ainda lavra com os seus bois, lè, e escreve sem óculos, e gosa de todas as suas faculdades no melhor estado: come, e bebe bem, e anda direito e firme, como nos seus 50 annos. - Seu alimento tem sido sempre o usual de lavrador abastado. - E ainda ha poucos dias foi visto beber meio quartilho de agua-ardente em uma casa, aonde foi dar contas de um depósito: - de vinho tambem lhe não corta a cèpa."
Meio quartilho de água ardente são 0,175 litros!!!!
Pude confirmar que o dito João Monteiro faleceu em 24 de Maio de 1848, era viúvo de Maria Mendes! Se tivesse 103 anos em 1842/1843, terá falecido com 108 anos!
Um exemplo de longevidade e bom viver (ou bom beber)!
Na página 356 da Revista Universal Lisbonense - Tomo II do ano de 1842-1843 está descrita a seguinte notícia.
Transcrição:
"1520 No logar de Rodèllo, concelho de Cadima, comarca de Cantanhede - nos escreve o nosso amigo, o Sr. gonçalo Tello de Magalhães Collaço - ha um lavrador, chamado João Monteiro, de 103 annos de edade, que ainda lavra com os seus bois, lè, e escreve sem óculos, e gosa de todas as suas faculdades no melhor estado: come, e bebe bem, e anda direito e firme, como nos seus 50 annos. - Seu alimento tem sido sempre o usual de lavrador abastado. - E ainda ha poucos dias foi visto beber meio quartilho de agua-ardente em uma casa, aonde foi dar contas de um depósito: - de vinho tambem lhe não corta a cèpa."
Meio quartilho de água ardente são 0,175 litros!!!!
Pude confirmar que o dito João Monteiro faleceu em 24 de Maio de 1848, era viúvo de Maria Mendes! Se tivesse 103 anos em 1842/1843, terá falecido com 108 anos!
Um exemplo de longevidade e bom viver (ou bom beber)!
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quarta-feira, 6 de abril de 2011
Baú da Gesteira: Os primeiros 100 anos trentinos da Taboeira
Resumo de 100 anos de registos paroquiais de baptismo relativos à Taboeira. [1573-1673]
Primeiro registo de baptismo conhecido de pais residentes na Taboeira (ou Taboeiras): 28 de Outubro de 1609.
Total de crianças baptizadas durante o período de 1573 a 1673 de pais residentes na Taboeira: 33 (total de 2255 baptizados na freguesia de Cadima).
| crianças do sexo masculino | crianças do sexo feminino | ilegíveis |
|---|---|---|
| 19 | 13 | 1 |
Durante esse período de 100 anos foram identificadas 111 referências ao lugar da Taboeira, sobretudo como local de residência/naturalidade dos pais dos baptizados, mas também como padrinhos desses e doutras crianças do couto.
A tabela seguinte apresenta os residentes na Taboeira, durante o período de 1573 a 1673 que foram padrinhos de crianças do couto de Cadima. O número de ocorrências apresenta uma maneira de avaliar quem eram as pessoas e famílias mais importantes na Taboeira naqueles 100 anos, por serem mais requisitados para padrinhos e madrinhas, assim podemos distinguir as famílias de António Gonçalves, de Manuel Esteves e de Manuel António eram sem dúvidas as mais importantes daqueles 100 anos na Taboeira.
No que diz respeito ao lugar de origem de crianças onde foram padrinhos residentes da Taboeira, esta deverá ser confrontada com a população existente nos diversos lugares do couto, mas também a distância desses lugares para a Taboeira.
Assim sendo, residentes da Taboeira, aparecem como padrinhos mais frequentes da Fervença (bastante próxima e bastante populosa na altura), da Taboeira (das famílias importantes mencionadas anteriormente e por serem vizinhos/familiares), da Póvoa e da Guímera (também populosas na altura).
De referir que não existe qualquer padrinho ou madrinha residente na Taboeira para crianças do lugar do Zambujal, um dos mais populosos daquela época, talvez dada a distância (mais do dobro das outras localidades) e talvez também pela distância social que existia então entre os habitantes da Tabeira e lugares juntos e o Zambujal que fica nos limites do couto de Cadima, bem mais próximo de outros coutos (Outil, por exemplo) do que propriamente as localidades do couto de Cadima.
Aqui fica este artigo como pequena contribuição para o Grupo de Jovens da Taboeira, que levam a cabo um projecto interessante: "Á Descoberta das Origens da Taboeira" - ADOT.
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