sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011

Votos sinceros de felicidade, sucesso, saúde, paz e que os sonhos deixem de ser sonhos e passem a ser realidade.
Ao fim de quase 11 meses de existência deste blog atingimos ontem as 3000 visitas. Espero que em 2011 continuem a visitar e comentar os artigos do blog.

Feliz 2011 para TODOS.

Baú da Gesteira: Escola primária da Gesteira, ano lectivo de 1982/83 (parte 2)

Nos primeiros dias de Dezembro recebi de mais um Gesteirense uma valiosa contribuição para identificar os alunos da foto od Magusto de 1982. Os nomes estão na foto e também são apresentados de seguida.
 
De cócoras, da esquerda para a direita:
Fernando Santos, Henrique Vinagreiro, Nuno Silva, Paulo, Victor, Vitos, Bacia de Castanhas, Ulisses Teixeira, Rogério, Pedro

De pé, da esquerda para a direita:
André (filho da professora), Helena, Duarte Taboeira, Célia, Regina, Paula Navalhas, Gorete, Susana, Cristina, Dulce, Zé Manel Bento, Vitor, Hortência, ?, Clídia, ?, Graça, Graça, Professora, Fernando Bento, Rui, Elizabete, Maria do Céu

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Baú da Gesteira: O mistério de Entre Águas

Feliz Natal e que 2011 seja um ano em cheio para TODOS.

Como tenho apresentado aqui algumas "imagens" do passado, surgiu uma discussão saudável sobre a localização da antiga aldeia de Entre Águas (ou Entre as Agoas, Entre Ambas as Águas, Moínho de Entre Águas, etc).

Inicialmente pensei que a localização fosse junto ao Escoural, mas o esclarecimento de um leitor do blog veio colocar mais luz na questão:

"... ESTE SITIO FICA JUNTO AO LUGAR CONHECIDO HOJE POR PORTO SOBREIRO. O SITIO ENTRE ÁGUAS É MAIS PRECISAMENTE ONDE HOJE SE ENCONTRAM AS INSTALAÇÕES DA JÁ FECHADA FÁBRICA DE REFRIGERANTES DUARTE GIL & IRMÃOS MAIS CONHECIDA POR FABRICA DE REFRIGERANTES PORTO SOBREIRO . SE TIVER OPORTUNIDADE AO PASSAR PELA ESTRADA QUE VAI DO PORTO SOBREIRO PARA A TABOEIRA ANTES DA PONTE AO OLHAR PARA O SEU LADO ESQUERDO VERIFICARÁ QUE EXISTEM DUAS VALAS REIAS , UMA QUE VEM DO LADO NASCENTE E A OUTRA QUE VEM DO LADO SUL ( AZENHA ) . VERIFICARÁ AINDA QUE EXISTE EMBORA EM RUÍNAS UMA CONSTRUÇÃO ONDE FUNCIONARAM EM TEMPOS ANTIGOS DOIS MOINHOS . ERAM CONHECIDOS PELOS MOINHOS DO "TI RITO". SE PERGUNTAR A ALGUMA PESSOA MAIS VELHA AQUI DA ZONA ONDE É QUE FICA A PONTE DAS ENTRE ÁGUAS VAI FICAR COMPLETAMENTE ESCLARECIDO DA ORIGEM DO NOME PARA ESTE SITIO .
AO QUE JULGO SABER A CM CANTANHEDE COMPROU ESTES TERRENOS ONDE SE ENCONTRAM OS MOINHOS ( RUINAS ) PARA AI CONSTRUIR UM PARQUE MULTIUSOS RECUPERANDO DESTA FORMA TAMBÉM OS MOINHOS."


Agradeço desde já ao leitor (só oculto o nome por privacidade do mesmo).


Mais uma vez: Um Santo e Feliz Natal para todos!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Baú da Gesteira: Registos de Baptismo (Cadima) 1631-1640

Entre 1631 e 1640 foram baptizadas 6 crianças da Gesteira (4 crianças a mais que no período anterior). Existiam já então pelo menos 4 famílias na aldeia.
Neste intervalo de tempo foram baptizadas 244 crianças, menos 72 que no período anterior. Esta redução pode indicar que algumas crianças não foram registadas ou que houve uma natalidade inferior ou até que as pessoas de delocaram para fora do couto de Cadima.

Nomes de Baptismo
No que diz respeito aos nomes de baptismo, os mais comuns foram os seguintes:
  1. Manoel 21,5%
  2. Maria 17%
  3. Isabel 11%
  4. António 9%
  5. Domingos 6,5% 
  6. Francisco 5,5%
  7. Ana 5,5%
  8. Catarina 4,5%
  9. João 3,5%
  10. Tomé 3,5%
Existem poucas alterações relevantes face ao período anterior (1621-1630). No caso das meninas, os três nomes mais comuns continuaram a ser Maria (17%), Isabel (11%) e Ana (5,5%). No caso dos rapazes, os três nomes mais comuns eram então Manoel (21,5%), António (9%) e Domingos (6,5%).

Foram baptizados 56% de rapazes, 44% de raparigas.

Mais de um terço das crianças do sexo feminino eram baptizadas com o nome de Maria (39,5%).
Mais de um terço das crianças do sexo masculino eram baptizadas com o nome Manoel (37,5%).


Localidades
A lista que segue apresenta as localidades e o seu peso no que diz respeito ao número de baptizados registados entre 1631 e 1640 (este será um bom indicador do tamanho e importância de cada localidade, percentagens arredondadas):
  1. Zambujal 19,5% (+ 0,0%)
  2. Guimera 17% (+ 0,0%)
  3. Cadima 15% (- 1,5%)
  4. Ribeira (Fervença) 10,5% (+4,0%)
  5. Casal 8,5% (+0,5%)
  6. Escoural 4,5% (+ 1,5%)
  7. Água Doce  3,5% (- 1,5%)
  8. Póvoa 3,5% (- 1,05)
  9. Gesteira 2,5% (+ 2,0%) 
  10. Palhagueira (Palheira) 2% (+ 0,5%) 
  11. Taboeira 2%  (+ 1,5%)
  12. Sanguinheira 2% (+ 1,5%) 
  13. Grou 1,5% (- 1,0%) 
  14. Corgo do Encheiro 1,5% (+ 1,0%)
  15. Desconhecido/Ilegível  1,5% (+ 1,0%)
  16. Olho 1% (- 3,0%)
  17. Carvalheira 1% (- 1,0%) 
  18. Quinta do Manuel Andrade 1% (+ 1,0%)
  19. Aljuriça 0,5% (- 1,0%)
  20. Entre Águas 0,5% (- 0,5%) 
  21. Azenha 0,5% (+ 0,0%)
  22. Cabeça Alta 0,5% (+ 0,0%)
Cerca de 70% da população do couto de Cadima vivia nas aldeias de Zambujal, Guimera, Cadima, Casal e Ribeira (percentagem ligeiramente superior ao período anterior).
Na denominação de Ribeira incluo os registos de Ribeira, Ribeira da Fervença e Fervença, mas esta denominação era bem mais alargada e representava com certeza as populações que viviam junto às grandes e profundas ribeiras que cruzavam o couto.
Na denominação de Póvoa inclui-se os nomes de Póvoa, Póvoa da Ribeira, Córrego da Póvoa, Ribeira da Póvoa e Póvoa de Alçaperna.
Nestes 10 anos não foram registados quaisquer baptismos no Braganção, Lagoa Negra, Seixo, Lagoa Seca, Porto Sobreiro e Marinhal.



Curiosidades dos nomes de localidades durante este período:
  • Novas localidades refentes à naturalidade das crianças baptizadas ou dos padrinhos: Moutta (1636), Córrego das Fradegas (1638).
  • Em 7 de Maio de 1631 foi baptizada uma criança, filha de pais solteiros, o avô paterno era o Alcaide de Montemor-o-Velho, António Simões;
  • Num baptismo de 1635 faz-se referência a uma madrinha casada com Manuel Jorge Recachado da Guimera;
  • Aos 13 de Novembro de 1636 foi faptizada uma criança cuja madrinha era da Moutta;
  • Em 13 de Setembro de 1637 foi baptizada uma criança que teve por madrinha Domingas de Sá, do Corticeiro, freguesia dos Covões;
  • Em 1638 e 1639, uma madrinha e um padrinho, respectivamente, eram residentes no Córrego das Fradegas;

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sotaque da Gesteira: "Num caminho assim só dava mesmo para encepar."

Encepar é mais um termo das regiões da Gândara e da Bairrada, que significa tropeçar ou esbarrar em qualquer coisa, normalmente no chão, no caminho. Devendo ser originária de tropeções que ocorriam quando as pessoas se deslocavam em terrenos de antigos pinhais que haviam sido cortados há pouco tempo, e tropeçavam nos cepos que por lá ficavam.

Nos dicionários de português, o verbo encepar significa "pôr em cepo", o que não é exactamente a mesma coisa.

Indo eu, indo eu, a caminho de Viseu... Encepei no caminho, ai Jasus que lá vou eu!"

domingo, 14 de novembro de 2010

Baú da Gesteira: Alminhas antigas

Actualmente existe na Gesteira umas Alminhas, situadas no cruzamento das ruas: Rua das Escolas, Rua Principal Amadeu Neto, Rua Mestre Solposto e Rua do Nicho de Nossa Senhora.
Ao que descobri ontem, existiu há mais de 50 anos umas outras alminhas na Gesteira, exactamente no local onde foi construída a loja da ti-Vénia. Esse antigo Nicho era bem maior que o actual, quase em forma de capela.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Baú da Gesteira: As "nossas" guerras

As guerras sempre existiram, nenhuma sociedade se pode gabar de não as ter tido, ou de não ter evoluído/mudado com as guerras. Os Gandareses também participaram nalgumas, tendo uns conseguido voltar, outros não.
Este post apresenta uma recolha dos nomes (em forma de homenagem) dos soldados naturais da nossa terra e redondezas que participaram na 1ª Guerra Mundial ou renderam a alma a lutar pela Pátria.

1ª Guerra Mundial - Entrega de agasalhos para os soldados:
  • Francisco Pereira, natural de Cadima, em 31.12.1917
  • Augusto Carvalho, natural de Cadima, em 31.12.1917
  • Carlos da Silva Duque, natural do Zambujal, em 05.01.1918
  • Abelão Fonseca, natural de Cadima, em 05.01.1918
  • J. Manuel Gomes Mathias, natural da Gesteira, em 07.01.1918
  • Fracisco Recacho, natural do Casal, em 07.01.1918
  • Manuel Bernardo da Costa, natural das Nogueiras, em 07.01.1918
  • José Fatia, natural do Zambujal/Labrengos, em 07.01.1918
  • José Gomes Faim, natural do Zambujal, em 07.01.1918
  • Josué Sargaço, natural do Zambujal, em 07.01.1918
  • Alberto Fernandes Mathias, natural dos Fornos, em 07.01.1918
  • José Gomes Lourenço, natural dos Fornos, em 07.01.1918
  • José d'Oliveira Camarinho, natural da Taboeira, em 07.01.1918
  • Marçalino Elias, natural da Azenha, em 07.01.1918
  • José Ribeiro, natural da Azenha, em 07.01.1918
  • Francisco dos Santos Romão, natural da Azenha, em 07.01.1918
  • Manuel da Fonseca, natural da Lage, em 07.01.1918
  • Manuel da Silva, natural da Fervença, em 07.01.1918
  • José Fernandes, natural de Cadima, em 09.01.1918
  • Joaquim da Silva Estevam, natural do Casal dos Netos, em 09.01.1918
  • David Camosinho, natural do Casal dos Netos, em 09.01.1918
  • Abel da Fonseca, natural da Lage

Guerra do Ultramar 1954-1976
  • José de Jesus Lourenço, natural dos Fornos, morto na Guiné em 03.04.1971
  • José Gomes de Carvalheiro, natural das Taipinas, morto em Moçambique em 07.08.1966, enterrado no cemitário de Palma
  • José Pereira Oliveira, natural da Quintã, morto na Guiné em 23.07.1966
  • Manuel dos Santos Costa, natural da Taboeira, morto em Angola em 26.04.1974 -meu primo
  • Mário Loureiro Ribeiro, natural do Escoural, morto em Angola em 06.12.1965
E muitos outros haverá que foram e voltaram, foram e não voltaram! A todos um bem haja!


Fontes:
http://ultramar.terraweb.biz/03Mortos%20na%20Guerra%20do%20Ultramar/LetraC/MEC_062n.pdf
http://c.geneal.over-blog.com/article-1918-agasalhos-para-os-soldados-41776800.html

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sotaque da Gesteira: "Estar assim desacressoado dá dó."

Desacressoado(a) é uma daquelas palavras bem particulares da região Gandaresa, significa de alguma forma tristeza, desmotivação, falta de vontade e de forças. Estar desacressoado é estar desalentado, desfeito, despedaçado psicológicamente.


Não estará o nosso povo Português um pouco desacressoado com a situação política e financeira actual do país?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

2000

No passado dia 24 de Setembro este blog recebeu a visita número 2000. Obrigado a todos pelas visitas e pelo interesse.

No dia seguinte, mais um Gesteirense celebrou 86 anos na cidade de São Paulo, no Brasil. Parabéns ao aniversariante.

O estado de São Paulo deve conter a maior comunidade de Gesteirenses fora da Gesteira (até eu cá estou por uns tempos...)

Abraços

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Baú da Gesteira: Registos de Baptismo (Cadima) 1621-1630

Foi neste período que apareceram os primeiros registos que fazem referência à Gesteira. Mais concretamente em 12 de Julho de 1626, e depois em 22 de Agosto de 1628. Existiam portanto pelo menos duas famílias na Gesteira nessa altura.
Curiosamente há também a referência a vários novos locais durante este intervalo de tempo, como é o caso da Sanguinheira e da Lagoa do Grou, por exemplo. Neste intervalo de tempo foram baptizadas 316 crianças, mais 46 que no período anterior. Os nomes Maria e Manoel continuam a ser os mais populares.

Nomes de Baptismo
No que diz respeito aos nomes de baptismo, os mais comuns foram os seguintes:
  1. Manoel 19%
  2. Maria 19%
  3. Isabel 11,5%
  4. António 10,5%
  5. Francisco 5%
  6. Domingos 4,5% 
  7. Ana 4%
  8. Catarina 3%
  9. Thomé 3%
Não se notam alterações relevantes face ao período anterior (1611-1620). No caso das meninas, os três nomes mais comuns continuaram a ser Maria (19%), Isabel (11,5%) e Ana (4%). No caso dos rapazes, os três nomes mais comuns também se mantiveram, e eram então Manoel (19%), António (10,5%) e Francisco (5%).

Foram baptizados 54% de rapazes, 46% de raparigas.

Quase metade das crianças do sexo feminino eram baptizadas com o nome de Maria (46%).
Quase metade das crianças do sexo masculino eram baptizadas com o nome Manoel (43%).

Localidades
A lista que segue apresenta as localidades e o seu peso no que diz respeito ao número de baptizados registados entre 1621 e 1630 (este será um bom indicador do tamanho e importância de cada localidade, percentagens arredondadas):
  1. Zambujal 19,5%
  2. Guimera 17%
  3. Cadima 16,5%
  4. Casal 8%
  5. Ribeira (Fervença) 6,5%
  6. Água Doce  5%
  7. Póvoa 4,5%
  8. Olho 4%
  9. Escoural 3%
  10. Grou 2,5%
  11. Carvalheira 2%
  12. Aljuriça 1,5%
  13. Palhagueira (Palheira) 1,5%
  14. Braganção 1,5%
  15. Lagoa Negra 1,5%
  16. Entre Águas 1% 
  17. Seixo 0,5%
  18. Desconhecido 0,5%
  19. Azenha 0,5%
  20. Lagoa Seca 0,5%
  21. Vagos 0,5% 
  22. Corgo do Encheiro 0,5%
  23. Gesteira 0,5%
  24. Tentúgal 0,5%
  25. Taboeira 0,5% 
  26. Sanguinheira 0,5%
  27. Cabeça Alta 0,5%
  28. Porto Sobreiro 0,5%
  29. Marinhal 0,5%
  30. Pereira 0,5%
Cerca de 67% da população do couto de Cadima vivia nas aldeias de Zambujal, Guimera, Cadima, Casal e Ribeira (uma redução de 15% em comparação com o período anterior).
Na denominação de Ribeira incluo os registos de Ribeira, Ribeira da Fervença e Fervença, mas esta denominação era bem mais alargada e representava com certeza as populações que viviam junto às grandes e profundas ribeiras que cruzavam o couto. Houver uma forte redução do número de baptismos na Ribeira, o que pode significar que esses novos lugares fariam parte da Ribeira anteriormente.
Na denominação de Póvoa inclui-se os nomes de Póvoa, Póvoa da Ribeira, Córrego da Póvoa e Ribeira da Póvoa.


Curiosidades dos nomes de localidades durante este período:
  • Novas localidades refentes à naturalidade das crianças baptizadas ou dos padrinhos: Pereira (1630), Sanguinheira (1630), Marinhal (1627), Moínho do Porto Sobreiro (1627), Cabeça Alta (1627), Fonte (1627), São Silvestre (1622), Lagoa do Grou (1621).
  • Em 21 de Abril de 1624 foi baptizada uma criança, cujo pai era natural de Tentúgal, de nome Manoel Esteves, o escrivão do juíz dos orfãos de Tentúgal. Este era casado, a mãe da criança era sua criada, solteira;
  • Aos 14 de Março de 1629 foi baptizada Brites, filha de Thomé Jorge e de Isabel Francisca da Guímera. Foi padrinho João Garcia Barcellar morador em Cantanhede e Rendeiro do couto de Cadima e madrinha Brites Jorge mulher de Domingos Francisco morador na Póvoa. Este João Garcia é hoje uma personagem ligada à vila da Tocha, ver nota abaixo.
  • Aos 27 de Julho de 1630 foi baptizada uma criança, filha de Simão Pereira, sacerdote de missa, e de Inácia da Cruz cujo pai já era defunto. Ambos de Pereira.
  • Existem também referências a padrinhos naturais de Vila Franca (Arazede), Ermida (Mira), Covão do Lobo, Barrins (Tocha), São Fagundo (Coimbra), Cantanhede, Condeixa, Ribeira de Massalete (Tentúgal), etc.
  • As "fronteiras" estariam pouco definidas, e poderia haver algumas deslocações dos habitantes de uma localidade para outra com alguma facilidade.
  •  
    João Garcia Bacelar:
    Era um fidalgo que vivia na Galiza, e que muito jovem foi para Madrid para casa de um tio. Um dia, ainda muito jovem, caiu num precipicio, indo montado numa mula e acompanhado pelos seus criados. Pediu ajuda à Senhora D'Atocha para que o salvasse daquela queda.
    Foi, de facto encontrado são e salvo pelos seus criados. E o jovem João fez a promessa de erguer uma ermida à senhora D'Atocha que o salvara quando fosse uma pessoa importante.
    João Garcia Bacelar chegou a regressar à Galiza, mas veio depois para Portugal para junto de um tio abastado, que o adoptou. A lenda reza que foi a viajar pela zona da Gândara, mais concretamente junto à Quinta da Fonte Quente, que se apaixonou pela região e comprou o terreno a uma lavrador local onde mandou edificar a igreja em honra de Nossa Senhora D'Atocha. Ao que parece, a Santa estará na origem de muitos milagres.

    Referência: Junta de freguesia da Tocha

    Por aqui se pode ver que em 1630 João Garcia Bacelar já era Rendeiro do couto de Cadima, e que vivia em Cantanhede. Um rendeiro era uma espécie de contabilista público, um cargo de confiança na altura.

    (A continuar a partir de 1631...)