Desacressoado(a) é uma daquelas palavras bem particulares da região Gandaresa, significa de alguma forma tristeza, desmotivação, falta de vontade e de forças. Estar desacressoado é estar desalentado, desfeito, despedaçado psicológicamente.
Não estará o nosso povo Português um pouco desacressoado com a situação política e financeira actual do país?
terça-feira, 12 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
2000
No passado dia 24 de Setembro este blog recebeu a visita número 2000. Obrigado a todos pelas visitas e pelo interesse.
No dia seguinte, mais um Gesteirense celebrou 86 anos na cidade de São Paulo, no Brasil. Parabéns ao aniversariante.
O estado de São Paulo deve conter a maior comunidade de Gesteirenses fora da Gesteira (até eu cá estou por uns tempos...)
Abraços
No dia seguinte, mais um Gesteirense celebrou 86 anos na cidade de São Paulo, no Brasil. Parabéns ao aniversariante.
O estado de São Paulo deve conter a maior comunidade de Gesteirenses fora da Gesteira (até eu cá estou por uns tempos...)
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Baú da Gesteira: Registos de Baptismo (Cadima) 1621-1630
Foi neste período que apareceram os primeiros registos que fazem referência à Gesteira. Mais concretamente em 12 de Julho de 1626, e depois em 22 de Agosto de 1628. Existiam portanto pelo menos duas famílias na Gesteira nessa altura.
Curiosamente há também a referência a vários novos locais durante este intervalo de tempo, como é o caso da Sanguinheira e da Lagoa do Grou, por exemplo. Neste intervalo de tempo foram baptizadas 316 crianças, mais 46 que no período anterior. Os nomes Maria e Manoel continuam a ser os mais populares.
Curiosamente há também a referência a vários novos locais durante este intervalo de tempo, como é o caso da Sanguinheira e da Lagoa do Grou, por exemplo. Neste intervalo de tempo foram baptizadas 316 crianças, mais 46 que no período anterior. Os nomes Maria e Manoel continuam a ser os mais populares.
Nomes de Baptismo
No que diz respeito aos nomes de baptismo, os mais comuns foram os seguintes:- Manoel 19%
- Maria 19%
- Isabel 11,5%
- António 10,5%
- Francisco 5%
- Domingos 4,5%
- Ana 4%
- Catarina 3%
- Thomé 3%
Foram baptizados 54% de rapazes, 46% de raparigas.
Quase metade das crianças do sexo feminino eram baptizadas com o nome de Maria (46%).
Quase metade das crianças do sexo masculino eram baptizadas com o nome Manoel (43%).
Localidades
A lista que segue apresenta as localidades e o seu peso no que diz respeito ao número de baptizados registados entre 1621 e 1630 (este será um bom indicador do tamanho e importância de cada localidade, percentagens arredondadas):- Zambujal 19,5%
- Guimera 17%
- Cadima 16,5%
- Casal 8%
- Ribeira (Fervença) 6,5%
- Água Doce 5%
- Póvoa 4,5%
- Olho 4%
- Escoural 3%
- Grou 2,5%
- Carvalheira 2%
- Aljuriça 1,5%
- Palhagueira (Palheira) 1,5%
- Braganção 1,5%
- Lagoa Negra 1,5%
- Entre Águas 1%
- Seixo 0,5%
- Desconhecido 0,5%
- Azenha 0,5%
- Lagoa Seca 0,5%
- Vagos 0,5%
- Corgo do Encheiro 0,5%
- Gesteira 0,5%
- Tentúgal 0,5%
- Taboeira 0,5%
- Sanguinheira 0,5%
- Cabeça Alta 0,5%
- Porto Sobreiro 0,5%
- Marinhal 0,5%
- Pereira 0,5%
Na denominação de Ribeira incluo os registos de Ribeira, Ribeira da Fervença e Fervença, mas esta denominação era bem mais alargada e representava com certeza as populações que viviam junto às grandes e profundas ribeiras que cruzavam o couto. Houver uma forte redução do número de baptismos na Ribeira, o que pode significar que esses novos lugares fariam parte da Ribeira anteriormente.
Na denominação de Póvoa inclui-se os nomes de Póvoa, Póvoa da Ribeira, Córrego da Póvoa e Ribeira da Póvoa.
Curiosidades dos nomes de localidades durante este período:
- Novas localidades refentes à naturalidade das crianças baptizadas ou dos padrinhos: Pereira (1630), Sanguinheira (1630), Marinhal (1627), Moínho do Porto Sobreiro (1627), Cabeça Alta (1627), Fonte (1627), São Silvestre (1622), Lagoa do Grou (1621).
- Em 21 de Abril de 1624 foi baptizada uma criança, cujo pai era natural de Tentúgal, de nome Manoel Esteves, o escrivão do juíz dos orfãos de Tentúgal. Este era casado, a mãe da criança era sua criada, solteira;
- Aos 14 de Março de 1629 foi baptizada Brites, filha de Thomé Jorge e de Isabel Francisca da Guímera. Foi padrinho João Garcia Barcellar morador em Cantanhede e Rendeiro do couto de Cadima e madrinha Brites Jorge mulher de Domingos Francisco morador na Póvoa. Este João Garcia é hoje uma personagem ligada à vila da Tocha, ver nota abaixo.
- Aos 27 de Julho de 1630 foi baptizada uma criança, filha de Simão Pereira, sacerdote de missa, e de Inácia da Cruz cujo pai já era defunto. Ambos de Pereira.
- Existem também referências a padrinhos naturais de Vila Franca (Arazede), Ermida (Mira), Covão do Lobo, Barrins (Tocha), São Fagundo (Coimbra), Cantanhede, Condeixa, Ribeira de Massalete (Tentúgal), etc.
- As "fronteiras" estariam pouco definidas, e poderia haver algumas deslocações dos habitantes de uma localidade para outra com alguma facilidade.
Era um fidalgo que vivia na Galiza, e que muito jovem foi para Madrid para casa de um tio. Um dia, ainda muito jovem, caiu num precipicio, indo montado numa mula e acompanhado pelos seus criados. Pediu ajuda à Senhora D'Atocha para que o salvasse daquela queda.
Foi, de facto encontrado são e salvo pelos seus criados. E o jovem João fez a promessa de erguer uma ermida à senhora D'Atocha que o salvara quando fosse uma pessoa importante.
João Garcia Bacelar chegou a regressar à Galiza, mas veio depois para Portugal para junto de um tio abastado, que o adoptou. A lenda reza que foi a viajar pela zona da Gândara, mais concretamente junto à Quinta da Fonte Quente, que se apaixonou pela região e comprou o terreno a uma lavrador local onde mandou edificar a igreja em honra de Nossa Senhora D'Atocha. Ao que parece, a Santa estará na origem de muitos milagres.
Referência: Junta de freguesia da Tocha
Por aqui se pode ver que em 1630 João Garcia Bacelar já era Rendeiro do couto de Cadima, e que vivia em Cantanhede. Um rendeiro era uma espécie de contabilista público, um cargo de confiança na altura.
(A continuar a partir de 1631...)
sábado, 11 de setembro de 2010
Sotaque da Gesteira: "Estrelar um ovo na péla"
Péla é um termo da região Gandaresa que significa frigideira ou caçarola. Não confundir com o jogo da péla, que apesar de poder ser jogado com raquetes, parentes da frigideira, poderá não ter ligação com a origem deste termo tão Gandarês.
Justamente, nos dicionários de português padrão, a palavra "péla" é:
Justamente, nos dicionários de português padrão, a palavra "péla" é:
- a) bola revestida de pele; bola para jogo ou para brincar; jogo antigo, considerado como percursor do ténis, em que se batia uma bola com uma raqueta (Do latim vulgar *pilla-, por pila-, significando "bola");
- b) cada uma das camadas de cortiça que o sobreiro vai dando; acto de pelar; descortiçamento.
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sábado, 4 de setembro de 2010
Baú da Gesteira: Registos de Baptismo (Cadima) 1611-1620
Também ainda não foi neste período que o nome da aldeia foi registado nos registos de baptismo do couto de Cadima. Dos 270 registos estudados durante este período de 10 anos (mais 76 que o período anterior) surgiram algumas referência a novas localidades. Os nomes Maria e Manoel são os mais comuns.
Nomes de Baptismo
No que diz respeito aos nomes de baptismo, os mais comuns foram os seguintes:- Manoel 23,5%
- Maria 20,5%
- Isabel 10,5%
- António 7,5%
- Ana 7%
- Francisco 6,5%
- Domingos 5%
- Catarina 3%
- Thomé 3%
A quantidade de registos onde não foi possível ler o nome da criança baixou para 0%.
Foram baptizados 52% de rapazes, 48% de raparigas.
Quase metade das crianças do sexo feminino eram baptizadas com o nome de Maria (42%).
Quase metade das crianças do sexo masculino eram baptizadas com o nome Manoel (47%).
Localidades
A lista que segue apresenta as localidades e o seu peso no que diz respeito ao número de baptizados registados entre 1611 e 1620 (este será um bom indicador do tamanho e importância de cada localidade):- Cadima 18,5%
- Zambujal 18%
- Guimera 18%
- Ribeira 17%
- Casal 9,5%
- Água Doce 5,5%
- Escoural 2%
- Olho 2%
- Póvoa 2%
- Aljuriça 1,5%
- Seixo 1%
- Taboeira 1%
- Lagoa Negra 0,5%
- Desconhecido 0,5%
- Braganção 0,5%
- Azenha 0,5%
- Corgo do Encheiro 0,5%
- Entre Águas 0,5%
- Lagoa Seca 0,5%
- Vagos 0,5%
Na denominação de Póvoa inclui-se os nomes de Póvoa, Póvoa da Ribeira, Córrego da Póvoa e Ribeira da Póvoa.
Curiosidades dos nomes de localidades durante este período:
- Foi baptizada uma criança, cujo pai era natural de Vagos, a mãe era solteira, natural da Esgueira;
- Em 1612 aparece a primeira referência à localidade de Pontes (Antónia, filha de Manoel Fernandes das Pontes);
- Em 1614 aparece também a primeira referência à localidade do Olho. No mesmo registo a madrinha é da Ribeira da Graciosa;
- Em 1616 a Azenha é referida como Azenha da Póvoa;
- Em 1617 aparece uma referência a um padrinho dos Barrins (na altura denominada por Lombos dos Barris);
- Também em 1617 aparece a referência a um padrinho da localidade da Córrega;
- Em 1620, uma madrinha de baptismo é moradora no lugar das Palheiras (hoje denominada Palhagueira);
- O facto de não haver quaisquer registos nalgumas localidades anteriormente referidas pode indicar que eram pouco povoadas (apenas uma ou duas casas) ou que estas se incluem por vezes na denominação de Ribeira. É o caso de Lagoa Negra, Entre Águas, Lagoa Seca, Corgo do Encheiro, por exemplo;
- As "fronteiras" estariam pouco definidas, e poderia haver algumas deslocações dos habitantes de uma localidade para outra com alguma facilidade.
(A continuar a partir de 1621...)
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Sotaque da Gesteira: "Este fruto boleco não comerei!"
Boleco (lê-se "Bolêco") é mais uma das palavras relativamente comuns na nossa região, pela voz dos nossos avós e pais.
Nos dicionários on-line até se encontra a definição para o adjetivo, nomeadamente:
http://www.dicio.com.br/boleco/
http://lexico.universia.pt/boleco/
http://www.significadodepalavras.com.br/Boleco
Boleco é portanto, de acordo com esses dicionários, um adjetivo da zona da Bairrada (também usado na Gândara), e significa fruto arejado ou que amadureceu anormalmente, significa também fruto ressequido, sem substância, engelhado, murcho e quase seco ou oco.
Tem um significado semelhante a "chocho".
Exemplo:
"Não comas essas maçãs porque estão bolecas."

Lembro-me das laranjas bolecas, quando estas ficam moles, enrugadas, com a casca mole.
Nos dicionários on-line até se encontra a definição para o adjetivo, nomeadamente:http://www.dicio.com.br/boleco/
http://lexico.universia.pt/boleco/
http://www.significadodepalavras.com.br/Boleco
Boleco é portanto, de acordo com esses dicionários, um adjetivo da zona da Bairrada (também usado na Gândara), e significa fruto arejado ou que amadureceu anormalmente, significa também fruto ressequido, sem substância, engelhado, murcho e quase seco ou oco.
Tem um significado semelhante a "chocho".Exemplo:
"Não comas essas maçãs porque estão bolecas."

Lembro-me das laranjas bolecas, quando estas ficam moles, enrugadas, com a casca mole.
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Baú da Gesteira: Registos de Baptismo (Cadima) 1601-1610
Ainda não foi neste período que o nome da aldeia foi usado nos registos de baptismo do couto de Cadima. No entanto, dos 194 registos estudados durante este período de 10 anos surgiu uma referência a um novo lugar, e continua a ser a era das Marias.
Nomes de Baptismo
No que diz respeito aos nomes de baptismo, os mais comuns foram os seguintes:- Maria 18%
- António 16,5%
- Manoel 12,5%
- Isabel 8%
- Domingos 7%
- Francisco 6,5%
- Catarina 5,5%
- Ana 4,5%
- ilegíveis 4,5%
A quantidade de registos onde não foi possível ler o nome da criança baixou para 4,5%.
Foram baptizados 55% de rapazes, 40% de raparigas, os restantes são registos onde não pode ler o nome.
Quase metade das crianças do sexo feminino eram baptizadas com o nome de Maria (45%).
Quase um terço das crianças do sexo masculina eram baptizadas com o nome António (30%).
Localidades
A lista que segue apresenta as localidades e o seu peso no que diz respeito ao número de baptizados registados entre 1601 e 1610.- Zambujal 20,5%
- Guimera 20,5%
- Cadima 19%
- Ribeira 19%
- Casal 7,5%
- Escoural 2,5%
- Aljuriça 2,5%
- Água Doce 2,5%
- Seixo 1,5%
- Córrego do Enxieiro 1%
- Póvoa 0,5%
- Braganção 0,5%
- Azenha 0,5%
- Taboeira 0,5%
- Desconhecido 0,5%
Curiosidades dos nomes de localidades durante este período:
- Foi durante este período que se deixou de usar "Azambujal" e se passou a usar "Zambujal";
- Em 1609 aparece a primeira referência à Taboeira;
- O facto de não haver quaisquer registos nalgumas localidades anteriormente referidas pode indicar que eram pouco povoadas (apenas uma ou duas casas) ou que estas se incluem por vezes na denominação de Ribeira. É o caso de Lagoa Negra, Entre Águas, Lagoa Seca, por exemplo;
- As "fronteiras" estariam pouco definidas, e locais como a Carvalheira, por exemplo estaria algumas vezes incluída na Guimera, dada a importância desta última.
(A continuar a partir de 1611...)
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domingo, 8 de agosto de 2010
Sotaque da Gesteira: "És um atentareto!"
Lembro-me algumas vezes de expressões do meu falecido avô, coisas que na minha cabeça faziam sentido, mas se fossem ditas a uma criança do Porto, de Coimbra ou de Lisboa não deveriam fazer qualquer sentido.
Uma dessas palavras é "atentareto", palavra que vêm do verbo "atentar".
Ora, atentar significa:
[Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora]
verbo transitivo, 1. observar com atenção; 2. ponderar, considerar;
verbo intransitivo, 3. cometer atentado.
[Dicionário Priberam da Língua Portuguesa - online]
verbo transitivo, 1. observar com tento; 2. atender a; 3. intentar.
verbo intransitivo, 4. cometer atentado; 5. ir de encontro a; 6. considerar.
[Wikcionário - http://pt.wiktionary.org/wiki/atentar]
verbo transitivo e intransitivo, 1. observar com atenção; 2. considerar; 3. cometer atentado; 4. fazer bagunça, pirraçar.
Apenas este último dicionário contém o significado do verbo usado pelo meu avô, atentar significava, de facto, fazer confusão, causar problemas, sobretudo associado a brincadeiras (de bom ou mau gosto), a pregar partidas.
Sendo assim, atentareto era a pessoa (geralmente uma criança, mas nem sempre) que pregava as partidas, que fazia as brincadeiras, que causava os problemas, um traquina.
Se gostares de pregar partidas és cá um atentareto...
Uma dessas palavras é "atentareto", palavra que vêm do verbo "atentar".
Ora, atentar significa:
[Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora]
verbo transitivo, 1. observar com atenção; 2. ponderar, considerar;
verbo intransitivo, 3. cometer atentado.
[Dicionário Priberam da Língua Portuguesa - online]
verbo intransitivo, 4. cometer atentado; 5. ir de encontro a; 6. considerar.
[Wikcionário - http://pt.wiktionary.org/wiki/atentar]
verbo transitivo e intransitivo, 1. observar com atenção; 2. considerar; 3. cometer atentado; 4. fazer bagunça, pirraçar.
Apenas este último dicionário contém o significado do verbo usado pelo meu avô, atentar significava, de facto, fazer confusão, causar problemas, sobretudo associado a brincadeiras (de bom ou mau gosto), a pregar partidas.
Sendo assim, atentareto era a pessoa (geralmente uma criança, mas nem sempre) que pregava as partidas, que fazia as brincadeiras, que causava os problemas, um traquina.
Se gostares de pregar partidas és cá um atentareto...
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Baú da Gesteira: Escola primária da Gesteira, ano lectivo de 1982/83

A escola primária da Gesteira, situada entre os terrenos do meu avô, Emídio Tabanez, e do ti Fernando Navalhas, funciona desde os anos 60, e será encerrada em breve por falta de alunos.
Esta foto (cortesia de Foto Primavera, José Carlos R. Brás, de Vila Nova de Gaia) foi no magusto de 1982.
Por trás ainda aparecem duas tradicionais "cabanas" de palhas e quatro pinheiros grandes que hoje já não existem. Aliás, a própria escola está hoje muito mudada, com um muro vedado, e com cedro no interior do pátio.
Gostaria de colocar o nome dos meus colegas na foto, e quem sabe, por onde andam hoje, se alguém puder ajudar agradecia.
De cócoras, da esquerda para a direita:
Fernando, Henrique Vinagreiro, Nuno Silva, Paulo, ?, ?, Bacia de Castanhas, Ulisses Teixeira, Paulo, Pedro
De pé, da esquerda para a direita:
André (filho da professora), ?, Duarte Taboeira, ?, ?, Paula Navalhas, Susana, Cristina, Dulce, Bento, ?, ?, ?, ?, ?, ?, ?, Professora, Fernando Bento, ?, ?, Maria do Céu
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Flora da Gesteira: Papoilas de vermelho garrido
A flora da Gesteira é composta por largas centenas de plantas e flores, selvagens, coloridas e mais bonitas umas que as outras. Uma das principais e mais vistosas plantas que nasce nos campos e na beira dos caminhos é a papoila, papoila-brava, ou papoila-das-searas [Papaver rhoeas L.], também conhecida pelas designações de Papoila; Papoila-brava; Papoila-ordinária; Papoila-rubra; Papoila-vermelha; Papoila-vulgar; entre outros, é uma planta da família Papaveraceae .
Embora não haja muitas certezas sobre o lugar de origem da planta, há quem sustente que é originária da região do Mediterrâneo Oriental e que terá sido introduzida na Europa e noutras regiões do globo com a expansão da cultura dos cereais. Mesmo que assim seja, certo é que ela ocorre, actualmente, não só em terrenos cultivados, mas também em terrenos incultos e em pousio e não hesita em "plantar-se" à beira de estradas e caminhos. Não sei se para ver quem passa, se para exibir a sua beleza e ser vista por quem passa.
Em Portugal distribui-se por todo o Continente e pelos arquipélagos dos Açores e Madeira.
As suas pétalas são usadas em fitoterapia, geralmente sob a forma de infusão, como sedativo em situações de ansiedade e de perturbação do sono.
Na Gesteira esta planta existe e persiste, quer umas papoilas com pétalas mais alaranjadas, quer umas papoilas mais imponentes com um vermelho aveludado e garrido.
Esta planta, pela sua beleza natural, tem alimentado também crenças populares e entrou na cultura lusitana, senão vejamos, por exemplo, uma cantiga popular que se ouvia na Gesteira há uns anos atrás:
(Referência: http://obotanicoaprendiznaterradosespantos.blogspot.com/2010/07/papoila-das-searas-papaver-rhoeas.html)
Na Gesteira esta planta existe e persiste, quer umas papoilas com pétalas mais alaranjadas, quer umas papoilas mais imponentes com um vermelho aveludado e garrido.
Esta planta, pela sua beleza natural, tem alimentado também crenças populares e entrou na cultura lusitana, senão vejamos, por exemplo, uma cantiga popular que se ouvia na Gesteira há uns anos atrás:
O Ti Zé da horta
foi aos agriões
ao saltar a vala
caiu-lhe os calções.
O Ti Zé da horta
foi às papoilas
ao saltar a vala
caiu-lhe as ceroulas. (ciroilas)
foi aos agriões
ao saltar a vala
caiu-lhe os calções.
O Ti Zé da horta
foi às papoilas
ao saltar a vala
caiu-lhe as ceroulas. (ciroilas)
(Referência: http://obotanicoaprendiznaterradosespantos.blogspot.com/2010/07/papoila-das-searas-papaver-rhoeas.html)
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