domingo, 10 de fevereiro de 2019
Baú da Gesteira: Aventuras de um casamento azarado em 1770
É uma parte dessa história que conto AQUI (para quem tem Facebook) ou AQUI (para quem tem conta no Academia).
sábado, 2 de setembro de 2017
Música daqui: Fado e afins com raízes na Gesteira
O trabalho, gravado num estúdio em Montreal, no Canadá, inclui as seguintes obras:
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fad'AZZ | Fado Mestiço - Amanhã | Suzi Silva
O trabalho completo pode ser apreciado em https://suzi-silva.bandcamp.com/album/fadazz
Apreciem e partilhem.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Baú da Gesteira: Debaixo do mar?
- Diogo Ribeiro
- Estevão Gomes
- Pedro Reinel
- seu filho Jorge Reinel
- Lopo Homem
- seu filho Diogo Homem
- Fernão Vaz Dourado
- Sebastião Lopes
- Fernando Álvares Seco
- Luís Teixeira
- Bartolomeu Velho
A costa Portuguesa, por exemplo era diferente, como também já fiz referência AQUI :).
A zona gandaresa já esteve, noutros tempos, muito provavalemente, totalmente submersa. Nos mapas de Pomponius Mela (falecido cerca de 45 antes de Cristo) a Península Ibérica e principalmente a zona da costa Portuguesa aparecem muito para o interior, indiciando que há 2000 anos atrás ele teria informação de que o mar entrava pela terra dentro (daquilo que hoje conhecemos, muito provavelmente até à zona de Cantanhede).
Há bastantes reproduções, mais ou menos fiéis, deste cartógrafo/geógrafo Romano, nomeadamente a seguinte que representa a Europa em ponto maior, o onde se pode ver o avanço do Atlântico na região da costa Portuguesa.
Mas não precisamos de recuar 2000 anos para saber de diferenças na costa. É muito provável que alterações climáticas ocorridas há pouco mais de 500 anos tenham não só contribuido para alterações dramáticas a nível de demografia (como por exemplo com a peste negra) mas também da geografia.
Na figura que segue, reconstituição da antiga costa Espinho - Cabo Mondego, de Alberto Souto – Origens da Ria de Aveiro (Subsídio para o estudo do problema), Aveiro, Livraria João Vieira da Cunha Editora, Tipografia Minerva, 1923, identifiquei alguns locais da Gândara actual, nomeadamente as praias de Mira e da Tocha, que estavam na altura submersas, a Tocha e Mira que se econtravam na costa, e Gesteira e Cadima, a poucos Quilómetros da praia. Esta situação geográfica pode ter acontecido há apenas 1000 anos.
De facto, também no século XIV, Pietro Vesconte, um cartógrafo Genovês, tinha desenhado a costa Gandaresa com o Cabo Mondego perfeitamente identificado e muito saliente para dentro do mar, ou seja, a costa a norte estaria "invadida" pelo Atlântico.
Como diria a o Fernando Pessa: "E esa hein?"
quarta-feira, 1 de maio de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Hoje e Amanhã: Entrevista ao jornal Boa Nova (14/02/2013)
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Baú da Gesteira: Mais um caso de Longevidade (2)
Parentes:
A crer pelos assentos de batismo, casamento e óbito, Baptista Fernandes Escuro deveria ser filho de António Fernandes Escuro e de Maria Antónia (ou Maria Jorge), e terá nascido no lugar de Água Doce, tendo sido batizado em 7 de outubro de 1630. Foram padrinhos Baptista, solteiro, filho de Pedro Fernandes e Isabel Gonçalves, moradores na Ribeira da Fervença.
Teria portanto 87 anos na data da sua morte (5 de janeiro de 1718), e não os 117 indicados no assento de óbito. Um valor mesmo assim assinalável, mas bem mais plausível.
Continuando...
Baptista teve pelo menos 5 irmãos:
- Domingos (n. 1610- f. 1636), nascido no Escoural;
- Maria (n. 1620 - ?), nascida na Água Doce;
- Catarina (n. 1623 - ?), nascida na Água Doce;
- António (n. 1627 - ?), nascido na Fervença;
- Ana (n. 1633 - ?), nascida na Água Doce.
Pode-se concluir que os seus pais, António e Maria, moraram no Escoural, no lugar de Água Doce e na Fervença. Água Doce deverá ser um local junto à Fervença, ou mais concretamente na Ribeira da Fervença (aceitam-se informações mais precisas sobre o local que também é referido como Água Doce da Ribeira da Fervença).
Baptista Fernandes foi casado com Isabel Francisca (ou Isabel Antónia), e tiveram pelo menos os seguintes filhos (7):
- Manuel, nascido em 1654, na Ribeira (Fervença);
- António, nascido em 1660, na Fervença;
- António, nascido em 1670, na Ribeira da Fervença;
- Ascenso, nascido em 1673, no Ribeiro da Fervença;
- criança sem nome, nascido em 1677, na Fervença;
- Maria Fernandes, data de nascimento desconhecida, casou em 1684, na Fervença;
- Madalena Baptista, data de nascimento desconhecida, casou em 1705, na Gesteira;
Isabel Francisca faleceu em 16 de novembro de 1682.
Depois, Baptista Fernandes casou em segundas núpcias com Isabel dos Santos, tiveram pelo menos os seguintes filhos (4):
- Mariana, nascida em 1686, no Ribeiro da Fervença;
- António, nascido em 1690, na Fervença;
- Teresa, nascida em 1692, na Fervença;
- Isabel dos Santos, nascida em 1695, na Fervença;
Sendo assim, o nosso herói (Batista, Baptista ou Bautista) faleceu com 87 anos, teve pelo menos 11 filhos de 2 casamentos, nasceu na Fervença (lugar de Água Doce) e sempre viveu na Fervença. Aqui está um pouco da história do senhor Escuro.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Baú da Gesteira: Mais um caso de longevidade
Será muito raro, há quase 300 anos alguém conseguir chegar aos 117 anos, sabendo que mesmo hoje essa idade não é atingida por praticamente ninguém. A ser verdade, o velho Baptista entraria para a lista das 5 pessoas com maior longevidade do nosso planeta!
Ora, nós sabemos que naquela altura a matemática não seria o forte do padre, nem as pessoas sabiam contar, e portanto erravam muito frequentemente na sua idade e sobretudo nas contas.
Num próximo artigo escreverei o que descobri sobre Baptista Fernandes Escuro, e revelarei a sua verdadeira idade no dia da sua morte...
sábado, 1 de outubro de 2011
Hoje e Amanhã: O menino que queria ser astronauta
Aqui fica a imagem para quem está longe
sábado, 12 de março de 2011
Baú da Gesteira: As "nossas" guerras II
Apesar do governo português se manter "neutro" nas acções beligerantes e não participar na Segunda Guerra Mundial, houve actividades na Gesteira (e com certeza em muitos outros locais de Portugal) que contribuiram para o desenrolar da Guerra.
Soube, de fontes confiáveis, que se cozeu broa, por diversas vezes, em fornos da Gesteira, para a alimentação dos soldados Alemães.
A broa é um alimento importante não só pelo seu valor nutritivo mas também porque se mantém "fresca" durante algum tempo.
Como a broa chegava à França ou à Alemanha ainda não se sabe, mas que a broa da Gesteira foi alimentar os Alemães parece não restar dúvidas.
Parece um wikiLeaks da Gesteira ;)
domingo, 14 de novembro de 2010
Baú da Gesteira: Alminhas antigas
Ao que descobri ontem, existiu há mais de 50 anos umas outras alminhas na Gesteira, exactamente no local onde foi construída a loja da ti-Vénia. Esse antigo Nicho era bem maior que o actual, quase em forma de capela.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Baú da Gesteira: As "nossas" guerras
Este post apresenta uma recolha dos nomes (em forma de homenagem) dos soldados naturais da nossa terra e redondezas que participaram na 1ª Guerra Mundial ou renderam a alma a lutar pela Pátria.
1ª Guerra Mundial - Entrega de agasalhos para os soldados:
- Francisco Pereira, natural de Cadima, em 31.12.1917
- Augusto Carvalho, natural de Cadima, em 31.12.1917
- Carlos da Silva Duque, natural do Zambujal, em 05.01.1918
- Abelão Fonseca, natural de Cadima, em 05.01.1918
- J. Manuel Gomes Mathias, natural da Gesteira, em 07.01.1918
- Fracisco Recacho, natural do Casal, em 07.01.1918
- Manuel Bernardo da Costa, natural das Nogueiras, em 07.01.1918
- José Fatia, natural do Zambujal/Labrengos, em 07.01.1918
- José Gomes Faim, natural do Zambujal, em 07.01.1918
- Josué Sargaço, natural do Zambujal, em 07.01.1918
- Alberto Fernandes Mathias, natural dos Fornos, em 07.01.1918
- José Gomes Lourenço, natural dos Fornos, em 07.01.1918
- José d'Oliveira Camarinho, natural da Taboeira, em 07.01.1918
- Marçalino Elias, natural da Azenha, em 07.01.1918
- José Ribeiro, natural da Azenha, em 07.01.1918
- Francisco dos Santos Romão, natural da Azenha, em 07.01.1918
- Manuel da Fonseca, natural da Lage, em 07.01.1918
- Manuel da Silva, natural da Fervença, em 07.01.1918
- José Fernandes, natural de Cadima, em 09.01.1918
- Joaquim da Silva Estevam, natural do Casal dos Netos, em 09.01.1918
- David Camosinho, natural do Casal dos Netos, em 09.01.1918
- Abel da Fonseca, natural da Lage
Guerra do Ultramar 1954-1976
- José de Jesus Lourenço, natural dos Fornos, morto na Guiné em 03.04.1971
- José Gomes de Carvalheiro, natural das Taipinas, morto em Moçambique em 07.08.1966, enterrado no cemitário de Palma
- José Pereira Oliveira, natural da Quintã, morto na Guiné em 23.07.1966
- Manuel dos Santos Costa, natural da Taboeira, morto em Angola em 26.04.1974 -meu primo-
- Mário Loureiro Ribeiro, natural do Escoural, morto em Angola em 06.12.1965
Fontes:
http://ultramar.terraweb.biz/03Mortos%20na%20Guerra%20do%20Ultramar/LetraC/MEC_062n.pdf
http://c.geneal.over-blog.com/article-1918-agasalhos-para-os-soldados-41776800.html
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Baú da Gesteira: Registos de Baptismo (Cadima) 1621-1630
Curiosamente há também a referência a vários novos locais durante este intervalo de tempo, como é o caso da Sanguinheira e da Lagoa do Grou, por exemplo. Neste intervalo de tempo foram baptizadas 316 crianças, mais 46 que no período anterior. Os nomes Maria e Manoel continuam a ser os mais populares.
- Manoel 19%
- Maria 19%
- Isabel 11,5%
- António 10,5%
- Francisco 5%
- Domingos 4,5%
- Ana 4%
- Catarina 3%
- Thomé 3%
Foram baptizados 54% de rapazes, 46% de raparigas.
Quase metade das crianças do sexo feminino eram baptizadas com o nome de Maria (46%).
Quase metade das crianças do sexo masculino eram baptizadas com o nome Manoel (43%).
- Zambujal 19,5%
- Guimera 17%
- Cadima 16,5%
- Casal 8%
- Ribeira (Fervença) 6,5%
- Água Doce 5%
- Póvoa 4,5%
- Olho 4%
- Escoural 3%
- Grou 2,5%
- Carvalheira 2%
- Aljuriça 1,5%
- Palhagueira (Palheira) 1,5%
- Braganção 1,5%
- Lagoa Negra 1,5%
- Entre Águas 1%
- Seixo 0,5%
- Desconhecido 0,5%
- Azenha 0,5%
- Lagoa Seca 0,5%
- Vagos 0,5%
- Corgo do Encheiro 0,5%
- Gesteira 0,5%
- Tentúgal 0,5%
- Taboeira 0,5%
- Sanguinheira 0,5%
- Cabeça Alta 0,5%
- Porto Sobreiro 0,5%
- Marinhal 0,5%
- Pereira 0,5%
Na denominação de Ribeira incluo os registos de Ribeira, Ribeira da Fervença e Fervença, mas esta denominação era bem mais alargada e representava com certeza as populações que viviam junto às grandes e profundas ribeiras que cruzavam o couto. Houver uma forte redução do número de baptismos na Ribeira, o que pode significar que esses novos lugares fariam parte da Ribeira anteriormente.
Na denominação de Póvoa inclui-se os nomes de Póvoa, Póvoa da Ribeira, Córrego da Póvoa e Ribeira da Póvoa.
Curiosidades dos nomes de localidades durante este período:
- Novas localidades refentes à naturalidade das crianças baptizadas ou dos padrinhos: Pereira (1630), Sanguinheira (1630), Marinhal (1627), Moínho do Porto Sobreiro (1627), Cabeça Alta (1627), Fonte (1627), São Silvestre (1622), Lagoa do Grou (1621).
- Em 21 de Abril de 1624 foi baptizada uma criança, cujo pai era natural de Tentúgal, de nome Manoel Esteves, o escrivão do juíz dos orfãos de Tentúgal. Este era casado, a mãe da criança era sua criada, solteira;
- Aos 14 de Março de 1629 foi baptizada Brites, filha de Thomé Jorge e de Isabel Francisca da Guímera. Foi padrinho João Garcia Barcellar morador em Cantanhede e Rendeiro do couto de Cadima e madrinha Brites Jorge mulher de Domingos Francisco morador na Póvoa. Este João Garcia é hoje uma personagem ligada à vila da Tocha, ver nota abaixo.
- Aos 27 de Julho de 1630 foi baptizada uma criança, filha de Simão Pereira, sacerdote de missa, e de Inácia da Cruz cujo pai já era defunto. Ambos de Pereira.
- Existem também referências a padrinhos naturais de Vila Franca (Arazede), Ermida (Mira), Covão do Lobo, Barrins (Tocha), São Fagundo (Coimbra), Cantanhede, Condeixa, Ribeira de Massalete (Tentúgal), etc.
- As "fronteiras" estariam pouco definidas, e poderia haver algumas deslocações dos habitantes de uma localidade para outra com alguma facilidade.
Era um fidalgo que vivia na Galiza, e que muito jovem foi para Madrid para casa de um tio. Um dia, ainda muito jovem, caiu num precipicio, indo montado numa mula e acompanhado pelos seus criados. Pediu ajuda à Senhora D'Atocha para que o salvasse daquela queda.
Foi, de facto encontrado são e salvo pelos seus criados. E o jovem João fez a promessa de erguer uma ermida à senhora D'Atocha que o salvara quando fosse uma pessoa importante.
João Garcia Bacelar chegou a regressar à Galiza, mas veio depois para Portugal para junto de um tio abastado, que o adoptou. A lenda reza que foi a viajar pela zona da Gândara, mais concretamente junto à Quinta da Fonte Quente, que se apaixonou pela região e comprou o terreno a uma lavrador local onde mandou edificar a igreja em honra de Nossa Senhora D'Atocha. Ao que parece, a Santa estará na origem de muitos milagres.
Referência: Junta de freguesia da Tocha
Por aqui se pode ver que em 1630 João Garcia Bacelar já era Rendeiro do couto de Cadima, e que vivia em Cantanhede. Um rendeiro era uma espécie de contabilista público, um cargo de confiança na altura.
(A continuar a partir de 1631...)
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Hoje e amanhã: Gesteira vence 9º campeonato de Futsal da freguesia da Sanguinheira
Gesteira venceu campeonato de Futsal da Freguesia
A Gesteira, terminando o campeonato com 17 pontos, 2 pontos a mais que a Palhagueira, foi a justa vencedora deste que acabou por ser o tricampeonato para a nossa terra. Ao fim de 9 edições, é a primeira vez que há "tri" no campeonato de Futsal organizado pela Freguesia da Sanguinheira.
Os resultados da última jornada foram:
Sanguinheira 1 - Palhagueira 0
Pedras Ásperas 2 - Casal dos Netos 1
Gesteira 8 - Grou 0
Com estes resultados, sobretudo a vitória da Sanguinheira sobre a Palhagueira que até então ocupava o primeiro lugar, e com a goleada da Gesteira sobre o Grou, a classificação geral e final passou a ser:
1º Gesteira 17 pontos
2º Palhagueira 15 pontos
3º Sanguinheira 13 pontos
4º Pedras Ásperas 13 pontos
5º Moita 10 pontos
6º Casal dos Netos 8 pontos
7º Grou 8 pontos
Em 2011 haverá mais um campeonato e a Gesteira será então, de novo, o alvo a abater.
Parabéns a todas as aldeias participantes pelo equilibrado campeonato, e parabéns especiais à Gesteira por mais uma conquista.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Baú da Gesteira: Venda de terreno em 1823
Em Agosto de 1823, António Teixeira, viúvo, morador na Sanguinheira, vende um terreno "no mato" chamado a terra do Carreiro ou Carreira, a Jozé Teixeira. Este terreno fica na Sequilha, na parte norte da Gesteira. Ao que parece o próprio Jozé Teixeira já possuía um terreno a nascente (Este) deste, e para poente (Oeste) o terreno pertencia a Manoel de Oliveira Batata. O terreno em causa foi vendido por 700 Reis.
A transcrição que pude fazer desta escritura é a seguinte:
«Por este e a meu hoge feito por mim asignado comfeso eu Antonio Theixeira viuvo morador na Sanguinheira de Cima deste couto de Cadima termo da vila de Montemor o novo que he verdade que eu de minha propria e livre vontade e sem comtrangimento de pesoa alguma que para isto me obriguase nem demovese vendi e como de feito tenho vendido de hoje para todo o sempre a Joze Theixeira e a sua mulher moradores na Gesteira do mesmo couto e termo acima dito a saber lhe vendi tudo que me pertence no mato chamado a terra do carreiro no citio da Sequilha que parte da nacente com erdeiros do mesmo e mulher e do poem com erdeiros de Manoel de Oliveira Batata isto lhe vendi em preço certo e decretado de setecentos Reis os coais recebi eu vendedor da mam dos ditos compradores e por este lhe dou toda pose e dominio com emtradas e seis das novas e velhas para estes e seus erdeiros que por eles vierem como eu o tenho posuido e por isto asim ser quero que este valha em juizo e fora dele como se fose huma escritura e para esta venda fazer boa obrigo ? pesoa e bens asim ? como de mais assidos e futuros e por isto ser verdade pedi e hajuiza Joze Jorge da Cruz da Sanguinheira que este por mim fizese e comigo? asignase sendo mais ? que prezente estava no fazer deste Manoel de Oliveira Brado o moço feito hoje 3 de agosto de 1823 as. De Antonio Theixeira vendedor De Manoel de Oliveira tª
Eu Joze Jorge da Cruz este fis como tª asignei»
terça-feira, 2 de março de 2010
Hoje e amanhã: O primeiro Gandarês a ter a Lua nas mãos
Regressei definitivamente à terra Gandaresa em 2001, onde ainda hoje vou aos fins de semana. Mas afinal quem sou eu? Nada mais nada menos que o primeiro Gandarês a ter transportado um pedaço da Lua, a ter protegido durante dois dias um fragmento lunar de valor inestimável.
Tudo começou em 2009, Ano Internacional da Astronomia, o Museu da Ciência da velhinha Universidade de Coimbra (no antigo Laboratório Chimico) conseguira o empréstimo, por parte da NASA, de um fragmento de rocha Lunar (sim, da Lua) para abrilhantar uma exposição relacionada com o Ano Internacional da Astronomia.
Dada a relação da empresa onde trabalho (sem publicidade) com a Universidade e com Coimbra, bem como a vocação da empresa para a ciência, decidimos participar no evento ao garantir a recolha do pedaço da Lua, e depois o retorno do mesmo, passado 3 meses ao Johnson Space Center da NASA, em Houston.
Depois de tratados os detalhes da viagem, enviados todos os dados necessários para fazer a recolha e aceites as condições da NASA, lá fui eu recolher o fragmento da lua aos Estados Unidos.
Como responsável pelo transporte do “calhau” teria de ter em minha posse, durante todo o tempo, de documentos oficiais da NASA, e nunca me poderia separar do fragmento da Lua durante a viagem, e até que esta estivesse devidamente depositada num cofre do museu, foram portanto 21 horas sem dormir, Houston-Paris e depois Paris-Lisboa. Finalmente, Lisboa-Coimbra de comboio como etapa final.
No sentido inverso, em Julho, fui de Coimbra para Lisboa de comboio, depois para Londres, e de Londres para Houston, onde quase não passava a Alfândega, não é normal andar um Gandarês com um pedaço da Lua a tentar entrar nos Estados Unidos da América! Mas lá se resolveu a questão, chamando o responsável da Alfândega.
Lembro-me claramente da minha primeira viagem à Lua, com uns 5 anos, sentado num tronco de pinheiro, que serviu de nave espacial, nada do que se passava à minha volta importava, de tão emprenhado que estava em chegar com segurança ao satélite natural da Terra. Mas era apenas um sonho de criança. Com certeza, nessa altura, não imaginaria que hoje já teria visitado a NASA quase uma dezena de vezes... Muito menos que teria sido responsável por garantir a segurança de um fragmento da Lua e do transportar comigo durante tantas horas.
A “pedra” em questão foi recolhida por James Irwin durante a missão Apollo 15 (26 de Julho a 7 de Agosto de 1971), considerada pela NASA a missão tripulada mais bem sucedida de sempre.
Durante a missão Apollo 15 foi realizada uma experiência que confirmou a teoria de Galileu acerca da queda dos graves: sem o efeito da atmosfera, uma pena e um martelo largados em simultâneo atingem o solo ao mesmo tempo.
A “pedra” é um fragmento da rocha original, que quando foi trazida para a Terra, pesava 2,672 quilogramas. A amostra é um basalto lunar, que têm cerca de 3.300 milhões de anos, mais antigos do que 98% de todas as rochas da superfície da Terra.
Terei sido o primeiro Gesteirense, o primeiro Gandarês e quem sabe até o primeiro Português a ter tido a Lua nas mãos! A quem dou a Lua?
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Gesteira: Caracterização
Exibir mapa ampliado
Como o prometido é devido, aqui vai.
Localização:
A Gesteira faz parte da freguesia da Sanguinheira, concelho de Cantanhede, distrito de Coimbra. Fica portanto situada na região da Beira Litoral, na Gândara, distando 30 km de Coimbra, 10 Km de Cantanhede e cerca de 10 Km do Oceano Atlântico. As coordenadas da aldeia são 40,33 Norte, 8,70 Oeste. A extensão da aldeia é de aproximadamente 4 Km2.
Demografia:
A aldeia, que pertenceu à freguesia de Cadima até 1986 (ano em que a Sanguinheira passou a ser freguesia), tem hoje cerca de 80 casas, com perto de 250 habitantes, sendo a mais populosa aldeia da freguesia da Sanguinheira. Tendo uma mistura de população envelhecida e população jovem que tem cada vez mais tendência para se instalar nas cidades próximas. A aldeia tem uma larga diáspora de emigrantes espalhados pelo mundo, principalmente: França, Suiça, Luxemburgo, Brasil, Canada.
Origens:
Quanto às origens da aldeia, pouco se sabe ainda, mas em 1695 já a aldeia teria quase 50 habitantes, o nome deverá ter origem numa extensão que giestas que outrora existiram na zona, aliás, encontram-se documentos do século XVII onde a aldeia é denominada de Giesteira. Muitas vezes a Gesteira foi também associada a algumas áreas agrícolas envolventes sem grande importância populacional, como são a Sequilha (conhecida popularmente como Esquilha) e o Sanguinhal (conhecido popularmente como Sanhal), esta última chegou a ser uma área com alguns moínhos e casas onde viveram algumas famílias no século XVIII.
Economia:
A aldeia sempre dependeu muito das extensões agrícolas, tendo actualmente uma dezena de pequenas empresas nos sectores primário, secundário e terciário. A principal ocupação dos habitantes continua, no entanto, a ser a agricultura, e em muitos casos ainda, a agricultura de subsistência.
A Gesteira possui ainda algumas extensões de pinhal, de onde os resineiros já extraíram muita resina. Houve também até há uns 20 anos atrás algumas extensões de laranjais que forneciam alguns comerciantes da região centro. As culturas mais comuns nas suas terras de areia clara e leve são principalmente: milho, batata e feijão. Pecuária e produção de leite são também uma actividade muito comum.
Pontos de interesse:
Os “pontos de interesse” da aldeia são a escola primária (na parte norte), a fonte (junto à escola primária) e umas alminhas que ficam no centro da aldeia. Existem ainda algumas casas com cerca de 100 anos na aldeia, e que apresentam um pouco da arquitectura habitacional da região.
A escola EB1 da Gesteira (http://www.eb1-gesteira.rcts.pt), cosntruída em 1960, deverá cessar operações em 2012 dado o limitado número de alunos.
A aldeia tem também um pequeno café na rua Principal (outrora operado pela saudosa Ti Vénia) e outro na parte sul da aldeia na rua Bairro Novo. Havia, até há cerca de 20 anos, duas ordenhas na aldeia, que foram abandonadas e a recolha de leite faz-se actualmente num posto de recolha no centro da aldeia. Existe também uma pequena ribeira que nasce na fonte e que é alimentada por pequenos olhos de água perto da fonte, mas que tem um caudal muito reduzido. Esta ribeira, correndo para norte, chegou outrora a percorrer a Sequilha e misturar-se com a água dos Olhos da Fervença.
PS: comentários, sugestões e correcções são muito bem vindas para poder melhorar esta recolha de informação, que representa a minha visão pessoal da aldeia. Obrigado! Última actualização Fevereiro de 2010.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Afinal o que se passava na Gesteira em 1758?
1. Registos de Baptismo
Em 1758 registaram-se 86 baptismos na igreja de Cadima (pelo menos mais uma criança foi baptizada em casa por nascer fraca).
Nesse ano, a Gesteira viu nascer 11 crianças (mais a tal baptizada em casa):
- Florência : filha de João Francisco Teixeira e Caetana Maria
- Barbara : filha de Manoel Cardozo e Maria de Oliveira
- Jozé : filho de Manoel Francisco Rolo o mosso e Eugénia Maria
- Joaquina: filha de Manoel Francisco Cazadinho e Paula Maria
- Joaquina : filha de Manoel Mendes e Maria Jozepha
- Maria : filha de Manoel Neto e Maria Antónia
- Jozé : filho de Manoel Jorge Teixeira e Izabel Maria
- João : filho de João Faim e Maria Francisca
- Izabel : filho de Sebastião Francisco e Barbara Maria
- Ana : filha de António Cardozo e Marcelina dos Santos
- Maria : filha de Domingos Francisco e Maria do Espírito Santo
2. Registos de Casamento
Em 1758, registaram-se 18 casamentos na igreja de Cadima.
Três desses casamentos com pessoas naturais e/ou moradoras na Gesteira.
Um desses casamentos foi entre Fernando Gomes dos Santos (natural de Vila Nova de Outil) e Caetana Maria (natural da Gesteira) - o pai do noivo, Manoel Gomes Catarruxo (de Vila Nova de Outil) morreu na Gesteira 11 dias depois do casamento do filho.
3. Registos de Óbito
4. ResumoRegistaram-se 28 óbitos na freguesia de Cadima em 1758.
4 óbitos na Gesteira:
- Manoel Gomes Catarruxo, natural de Vila Nova, morreu 11 dias depois do casamento do filho
- Jozé menor, filho de Manoel Francisco Rollo
- criança menor (baptizada em casa), filho de Jozé Ribeiro
- Maria Gomes esposa que fora de Francisco António
A Gesteira representava em 1758 cerca de 13% dos baptismos, 17% dos casamentos e 14% dos óbitos da freguesia de Cadima.
A própria freguesia apresentava um saldo demográfico positivo (86 nascimentos - 28 mortes = 58), sendo que a Gesteira apresentava também um saldo demográfico positivo (11 nascimentos - 4 óbitos = 7).
Pode-se concluir que existiam mais de 12 famílias na Gesteira por volta de 1758, o que pode indicar que o número de 50 habitantes indicado pelo pároco ao inquérito do Marquês de Pombal devia pecar por omissão no caso da Gesteira.(Assim que o tempo o permitir vou avançar com mais análises deste tipo)
E as outras?
Existe um alargado número de aldeias e vilas com este nome ou com nomes relacionados, existem também pessoas que adquiriram este nome, muito provavelmente por serem originárias de aldeias com o nome.
Sobre as possíveis origens do nome elaborarei noutra ocasião, a seu tempo. Deixo aqui para gáudio dos transientes uma lista de locais em Portugal com um topónimo igual ou semelhante, a todas estas "terras" um bem haja:
Casal das Giestas, Campelos, Torres Vedras, Lisboa
Giesta, Seara, Ponte de Lima, Viana do Castelo
Giesta, Alvarelhos, Trofa, Porto
Giesta, Cossourado, Barcelos, Braga
Giesta, Pedrouços, Maia, Porto
Giesta, Oiã, Oliveira do Bairro, Aveiro
Giestal, Airó, Barcelos, Braga
Giestal, Joane, Vila Nova de Famalicão, Braga
Giestal, Selho, Guimarães, Braga
Giestal, Lourosa, Santa Maria da Feira, Aveiro
Giesteira, Marmelete, Monchique, Faro
Giesteira, Bela, Monção, Viana do Castelo
Giesteira, Beiriz, Póvoa do Varzim, Porto
Giesteira, Pinheiro, Penafiel, Porto
Giesteira, Águeda, Águeda, Porto
Giesteira, Sertã, Sertã, Castelo Branco
Giesteira, Fátima, Ourém, Santarém
Giesteira, Martinchel, Abrantes, Santarém
Giesteira, Arruda dos Vinhos, Arruda dos Vinhos, Lisboa
Giesteiras Cimeiras, Sobreira Formosa, Proença-a-Nova, Castelo Branco
Giesteiras Fundeiras, Sobreira Formosa, Proença-a-Nova, Castelo Branco
Quinta do Giestal, Pindo, Penalva do Castelo, Viseu
São Sebastião da Giesteira, São Sebastião da Giesteira, Évora, Évora
Vale da Giesteira, Espite, Ourém, Santarém
Venda da Giesteira, Soalhães, Marco de Canaveses, Porto
Gesta, Mozelos, Santa Maria da Feira, Aveiro
Gestalinho, Barca, Maia, Porto
Gestaçô, Gestaçô, Baião, Porto
Gesteira, São João de Ver, Santa Maria da Feira, Aveiro
Gesteira, Souto, Santa Maria da Feira, Aveiro
Gesteira, Sanguinheira, Cantanhede, Coimbra (Você está aqui)
Gesteira, Gesteira, Soure, Coimbra
Gesteira de Baixo, Abiul, Pombal, Leiria
Gesteira de Cima, Abiul, Pombal, Leiria
Gestido, Vila Frescainha, Barcelos, Braga
Gestinha, Bom Sucesso, Figueira da Foz, Coimbra
Gestosa, Couto do Mosteiro, Santa Comba Dão, Viseu
Gestosa, Vilar Seco de Lomba, Vinhais, Bragança
Gestosa, Dornelas, Boticas, Vila Real
Gestosa, Escariz, Arouca, Aveiro
Gestosa Cimeira, Castanheira de Pêra, Castanheira de Pêra, Leiria
Gestosa Fundeira, Castanheira de Pêra, Castanheira de Pêra, Leiria
Gestosa de Cima, Sandim, Vila Nova de Gaia, Porto
Gestoso, São Pedro de Castelões, Vale de Cambra, Aveiro
Gestoso, Manhouce, São Pedro do Sul, Viseu
Gestozinho, Manhouce, São Pedro do Sul, Viseu
Gestrins, Balazar, Póvoa de Varzim, Porto
Lombo Gesteiro, Ribeira Brava, Ribeira Brava, Madeira
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Aldeia: Gesteira
Pretendo com este blog dar a conhecer um pouco desta singela aldeia Gândaresa.
Aldeia onde passei os primeiros anos da minha vida, onde convivi com familiares e onde fiz os primeiros amigos, onde dei os primeiros trambulhões, onde frequentei a escola primária, e onde ainda hoje, quando lá vou, me sinto verdadeiramente em casa.
Pretendo criar também uma pequena comunidade de Gesteirenses que partilhem as suas memórias, as suas histórias e que contribuam para enriquecer verdadeiramente este espaço.
Por minha parte, comprometo-me a apresentar aqui informações e curiosidades sobre a Gesteira e sobre a região envolvente.
Espero que visitem o blog, e voltem sempre!































